Tori Amos : 20 Year Tour Guide Part 1

Era o ano de 1992. O grundge estava na moda com Nirvana, Nine Inch Nails, Pearl Jam, Metallica no auge da sua popularidade e eis que Tori Amos chega de rompante e cativa tudo e todos, com a sua postura sexy frente ao Piano, letras pessoais e absolutamente comoventes, bem como satíricas e relevantes para altura. Little Earthquakes toma de assalto o box office e assina um dos melhores albuns daquele ano e torna-se a voz para muitas jovens que se identificam com a sua letra. Winter é um óptimo exemplo disso mesmo, num album cheio de clássicos como Crucify, Precious Things ou o assombroso Me and a Gun, onde ela fala abertamente sobre a sua violação e a forma como ela se sentiu de uma forma tão aberta e sincera que ninguém fica indiferente.

Em 1994, chegava Under the Pink, o cunho pessoal mantém-se, ainda mais minimalista. Pessoalmente a fórmula neste está mais enigmática. Muitos preferem a acessibilidade do anterior. Eu prefiro as paisagens minimalistas de Icicle, Baker Baker, o Classico Cornflake Girl ou a odisseia orquestral que é Yes Anastacia.

Em 1996 viria aquele em que Tori Amos apresentaria o seu trabalho mais díspar, uma obra prima épica de 18 musícas, enigmáticas, cheias de referências pessoais. Muitos sentiram o album como uma experiência frustrante, fechado em si mesmo, o que contrastou com a abertura e a sinceridade dos anteriores. Com uma imagem mais provocativa, Tori Amos estava a reinventar-se, a tornar-se mais autónoma e com isso mais fascinante.

1998-1999 seria o Ano em que Tori Amos se voltaria para um som mais electrónico instrumental. Viria com dois trabalhos seminais, que muitos representam como sendo a sua fase favorita. From the Choirgirl Hotel e From Venus and Back. Daí sairiam clássicos absolutamente majestosos como Spark, Cruel, iiee, Jackie Strength ou 1000 Oceans que mostravam uma Tori Amos vulnerável. novamente acessível, sempre experimental e em consonância com os seus fãs.

Amanhã virá a segunda parte, que incidirá numa segunda fase, menos prolifera em êxitos, mas igualmente fascinante. O conceito aqui é a partilha e se houver alguém se identificar da mesma forma como eu me identifiquei com Tori Amos, então já terei o dia ganho e facilmente descobrirão a artista completa que ela é.

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